Nosso encontro com Bete.

Imaginem vocês que, na mesma semana em que Xexéo publicou um belo texto sobre a atriz Bete Mendes, nós (Cacá e eu) também tivemos o privilégio de estar lado a lado com ela. Por absoluta falta de tempo, só agora relato esse momento por aqui.
Baixada a poeira do Festival do Rio e com os trabalhos do Mestrado devidamente prontos e entregues, agora posso relaxar e relatar que, durante a sessão de estréia no Cine Palácio do filme “O céu de Suely” (ótimo, por sinal), no qual estrelas como Sonia Braga e Dira Paes se acomodavam em lugares VIP, havia uma não menos célebre atriz que preferia ficar na companhia dos amigos e defendia, como uma leoa (mansa) os lugares enquanto eles compravam a pipoca. A atriz era Bete Mendes que, com seu sorriso irresistível e uma doçura incomum, ia despachando um a um os aspirantes aos lugares que, até saíam lisonjeados por cedê-los a ela.
Qual não foi nossa surpresa quando, da chegada de sua galera, Bete resolveu sentar ao nosso lado, “desses dois simpáticos rapazes”, como ela bem disse. Foi muito legal, ela nos ofereceu pipoca, comentou sobre o filme, conversamos sobre Hilda Hilst e sobre a indicação de “Cinema, aspirinas e urubus” por uma vaga ao Oscar. Pena que nesses momentos eu sempre fico tímido e não tive coragem de dizer que havia lido o texto de Xexéo e concordava inteiramente com ele. Cacá, por sua vez, não se faz de rogado, e agia como se fosse íntimo a chamando de Bete com a maior propriedade...rs! Mas ao final da sessão, não pude deixar de me despedir e desejar-lhe tudo de bom e ainda mais sucesso. Bete retribuiu com o sorriso carinhoso e uma simpatia incomum às grandes atrizes nos desejando também tudo de bom. Sei que foi um breve encontro do qual ela se esquecerá, mas pra nós foi muito legal. Embora não tenha muita vocação para tiete, estar ao lado de um talento que é, ao mesmo tempo, um ser humano gentil e amistoso como é o caso de Bete Mendes sempre faz bem à alma.
Escrito por Werther-Pan às 01h32
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